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Preso no temporal…>>28-02-2007 Estou bloqueado no Parque Nacional Torres del Paine. Ventos de 150km/h fizeram esvoaçaram o meu pequeno mundo, eu para um lado, a mota para o outro, numa expressão de poder que nunca tinha vivido antes. Agora estou refugiado numa pousada perto do Lago Grey sem poder sair até tudo acalmar. Mas vou retroceder um pouco para explicar como vim cá parar. Saí de Punta Arenas em direcção a Norte, numa estrada que fez voltar o cenário das “pampas”. Longas e ventosas rectas a atravessar extensos descampados. Na linha do horizonte era possível distinguir uma longa muralha negra a desenhar o perfil da cordilheira. Chegando mais perto de Puerto Natales anunciaram-se os primeiros cenários de montanha, de topos maciços, progressivamente mais recortados e agressivos, com cumes aguçados e vertentes nevadas do lado da sombra.Puerto Natales junta a este pano de fundo as águas calmas do Golfo Almirante Montt. Em si, é uma vila pequena e pacata, que contrasta com a vibrante atmosfera de expedição e aventura dos muitos turistas que aqui baseiam a exploração da região. Trazidos de longe por grandes autocarros, passeiam as suas gigantes mochilas pelo traçado ortogonal dos arruamentos, povoando supermercados, hostals, bancos e cybercafés. Compram mapas, discutem dicas, procuram as melhores trilhas, os que vão aprendem com quem foi, e todos partilham a emoção da conquista das Torres del Paine. Logo à chegada ao centro fui interpelado por um escocês, Hamis. Já estava em viagem há mais de um ano, com a namorada Ema, ambos numa interessante GS1100 e aconselhou-me o único camping da vila. Instalado, fui percorrer todas as drogarias à procura de um parafuso que não existia em Puerto Natales. Comi no parque, e já deitado, preparado para estudar o meu novo mapa do Parque Nacional, fui surpreendido por alguém a pronunciar bem demais o meu nome, português certamente. Gonçalo? Sim? Já estás a dormir? Não. Então anda daí conversar um bocado, que já estou com saudades de falar português! Tratava-se do Fernando Silva, que viajava com a sua namorada turca Dilac, com quem se entendia em inglês. Tinha visto a minha viagem na Internet, e sabia que eu andava por perto. Maior a coincidência quando fui parar ao mesmo parque onde estava acampado, e acabou por reconhecer a mota. Já estão em viagem há quase dois anos, e ainda com um longo caminho pela frente. Estive até às tantas a ouvir as peripécias que viveram nos cantos mais remotos e inacessíveis da América Central.A chuva trocou-me os planos e acabei por adiar a partida do dia seguinte e aguardar uma arrumação a seco. A preguiça da tarde deu direito a sesta, e ao final do dia já estávamos cinco à volta de umas garrafas de vinho e cervejas, juntaram-se ainda um casal de ingleses, o alemão do jipe, e chegaram dois canadianos numa BMW de 1971. Do grupo, sou o mais limitado em termos de tempo. Relativamente falando, tenho pouco. O jantar acabou por ser uma grande pândega com a conversa a rondar a mirabolante travessia do hiato de Darien, e as tenebrosas estradas que ligam o Chile à Bolívia. Ri-se ao contar o canadiano, ouço com atenção eu e o escocês, esperamos poder rir também depois de lá passarmos, enfim, a descontracção e a ansiedade na mais perfeita sintonia. Durante a noite levantou-se um vento forte, que foi penetrando nas parcelas abrigadas do parque. Saí com o sol da manhã, e arranquei para as montanhas. Invadia-me uma agradável sensação de viagem, como no primeiro dia. Senti o vento na cara, o peso da mota e passeei mentalmente por toda a bagagem me acompanhava, explorando a sensação de aventura e nomadismo. À minha frente, implacável, a cordilheira erguia-se com majestade. Balancei uns ésses para a esquerda e para a direita a medir a tracção do asfalto, baixei a viseira e acelerei para velocidade de cruzeiro. Estava feliz, e longe de imaginar o desespero das horas seguintes. Torres del Paine é uma região de uma beleza fora do vulgar. Geologicamente recente, apresenta picos de vivas arestas, num abrupto cenário de montanha que pousa na tranquilidade de magníficos lagos e florestas. No centro do parque, enormes torres de centenas de metros de altura desfilam num gigante pódio de pedra. Apercebo-me que o vento se vai tornando constantemente forte, com rajadas violentas. Não me sinto tranquilo. Cada fotografia exige agora uma cautelosa escolha da posição da mota e vai sendo mais desagradável progredir na gravilha com constantes sacudidelas.Segui a dica do escocês, e fui pelo caminho em construção, poupando imensos kms e uns tantos euros, porque por ali ainda não há bilheteira. Mas o mais importante era a paisagem. Disse-me que encontraria uma barreira, a quarenta kms, cujo aloquete estava mal fechado quando ele passou. Se não tivesse a mesma sorte, teria que voltar tudo para trás, ou improvisar uma passagem pelo lado, pelas obras, que ele avaliou antes de se aperceber que era possível levantar a barreira. Classificou-a como “difícil mas seguramente possível”. Terrível combinação de adjectivos. Fica a obrigação de tentar... De facto não tive a mesma sorte. Antes de atacar a alternativa fora de estrada, preparei o terreno, tirando muita pedras e suavizando a inclinação. Pousei o saco de depósito e o capacete. Calculei a quanto tempo dali estariam os dois ciclistas que tinha ultrapassado havia uns kms e avancei, disposto a deixar cair a mota e esperar por eles, se preciso fosse. A mota desceu, escorregou, torceu, saltou, derrapou, e já no fim levantou a roda da frente bem alto, antes de amainar do outro lado da vala. Parece que estou com demasiado peso na traseira, mas foi um perfeito sucesso. Só espero não ser obrigado a atravessar no sentido contrário…O caminho estava cada vez mais bonito, com as torres a aproximarem-se lentamente. O vento teimava em arruinar a tranquilidade do momento, com rajadas a levantar pó e pedras em poderosos remoinhos que sacudiam a mota. Começava de facto a dificultar a condução a ponto de me obrigar a parar várias vezes para segurar a mota. O piso também não ajudava. Desde o último entroncamento tinha-se tornado num autêntico tormento de rugas, buracos e grandes pedras. Progredia cada vez mais devagar e via os poucos carros que passavam a sofrer também os abanões da ventania. A certa altura a estrada era uma longa recta, ladeada por duas elevações, numa espécie de desfiladeiro largo. Aqui as coisas atingiram proporções desmedidas. Atravessei uma primeira rajada de pedras e pó estremecendo mas agarrando com firmeza o volante. Avancei. Uma segunda rajada aproximou-se arremessando as suas munições que estalaram no vidro e no capacete e mesmo parado vi as forças quase não chegarem para aguentar a mota em pé. Não podia ser. Não me queria acreditar que não podia prosseguir por causa de… ar! Pausou a rajada, segui mais uns vinte metros e parei. Tive medo. Na minha direcção, uma gigantesca nuvem opaca de pó carregada de areia e pedras cavalgava num turbilhão engolindo a estrada à sua passagem. Agarrei o volante, e soube que ia ser um duelo desleal, como quando o mar resolve enviar uma onda exagerada. Finquei os pés sentindo bater as primeiras pedras e no instante seguinte foi tudo uma grande confusão. Fui atirado com violência da mota fora, tombado e arrastado pelo chão. Não foi como se uma ventoinha gigante tivesse soprado com força a abanar-me os braços e a cabeça. Antes uma mão invisível que me pegou bem no meio do corpo, elevando-me e despejando-me com desprezo no chão. A mota, capotada. Levanto-me, tento pensar com rapidez, corto a corrente, desligo a ignição e tiro o saco de depósito que recolhia uma torrente de areia pelo zip mal fechado, a minha pobre máquina... Caía água do depósito da traseira, mas não cheirava a gasolina. Pousei o saco de depósito na relva, protegido por uma pedra grande e aguentei com passadas involuntárias as rajadas seguintes.Pegar na mota sem ajuda estava fora de hipótese e fiquei à espera do próximo carro, que mandei parar. Duas senhoras e uma criança. A sorte não parece estar do meu lado. Sai a condutora, disposta a ajudar, lutando contra o vento. Explico o peso em questão, diz-me qualquer coisa que não percebo e dirige-se para a mota, que daí a nada estava em pé. Adeus, muito obrigado. Mal me ouviu. As rajadas continuavam a trazer areia às ondas. Corriam estrada fora desde o início do desfiladeiro varrendo tudo à passagem. Empurravam a mota que ameaçava virar por cima do descanso lateral, mesmo comigo a segurar do lado contrário. Era evidente que se saísse dali a mota tombava. Era mais do que evidente que era impossível pôr-me em cima dela, quanto mais seguir 2 metros que fossem nestas condições. Estava literalmente imobilizado. Enquanto pensava no que seria possível fazer, pára ao meu lado uma carrinha branca, com um atrelado cheio de caiaques. Todo o conjunto ondulava ao sabor das rajadas. O condutor abriu a janela e trocámos uns gritos, mas pouco se ouvia. De tudo o que me disse, percebi que o vento não ia parar, tinha dado na rádio, ia piorar noite dentro. 150km/h por três dias. Perguntou se eu queria seguir atrás da carrinha protegido. Impossível. Se queria boleia. Sim, mas e a mota? Pedes ajuda na pousada, alguém virá contigo buscá-la depois. Bom, não ia ficar eternamente a segurar na mota à espera de um ciclone, de maneira que pedi que me ajudassem a deitá-la na berma, de pé não podia ficar. Vieram, e foram metralhados por pedras várias vezes. Mota pousada, ajudaram-me a levar os principais pertences para dentro da carrinha. Aquele saco ali na relva também! Instantes depois entrava num pequeno paraíso. Um habitáculo fechado. Que calmo está aqui dentro! Arrancámos e olhei com alguma tristeza para a mota deitada no chão, vidro partido, literalmente abandonada, desaparecendo na poeira… Não sabia bem o que ia acontecer, achei que eles também não, e sentia-me bastante preocupado. Sabia que o preço das pousadas do parque era proibitivo, além de que era muito improvável conseguir uma vaga sem reservar com antecedência. Um parque de campismo, como tinha previsto inicialmente, não me parecia agora a solução mais interessante para enfrentar um temporal. E a mota? Como poderia ir buscar a mota? Não me agradava nada ter deixado ali a mota.Chegámos por fim à pousada do Lago Grey. Alguma confusão com os meus pertences, enfim fui apresentado ao gerente, simpático, percebeu o problema e disse que ia comigo buscar a mota com uma pequena carrinha de caixa aberta. Tentei explicar-lhe que era muito grande, pesada. Não caberia, e mesmo que coubesse não a poderíamos levantar os dois. Muito bem, chama-se o Luis, e leva-se uma maior, disse ele. Pensei que, a menos que o tal senhor fosse o super-homem, 300Kg ainda era muita coisa para 3 pessoas. Mas o gerente tinha pressa e queria resolver o assunto rapidamente. Ou pelo menos queria dirigir-se para o assunto rapidamente. Eu achava que se estava a esquecer de levar a solução com ele, mas logo se veria. Luis não era o super-homem e tão pouco o gerente quis esperar que eu tirasse as malas para aliviar o peso. 60kg não vale a pena, gritou, enquanto ia sendo fustigado pelas rajadas. Felizmente levei comigo o capacete, e mantinha o fato astronáutico a isolar-me da intempérie. Tentámos com ajuda de um pneu deitado a servir de degrau, mas a carrinha tinha um bom metro de altura, se não mais. Liguei a mota para empurrar com o motor e com alguma violência lá a fizemos empinar e muito esforço depois tínhamos a roda de trás em cima do pneu e a da frente lá para o alto. A partir daqui é que já não se mexia. Apercebi-me que se aproximava um carro. Segurem-na! Salto para a estrada, vem outro carro no sentido contrário. Estou com sorte, um engarrafamento de três veículos em pleno deserto, mão-de-obra divina! Nestas estranhas condições é muito fácil angariar ajuda e ambos os condutores acudiram de imediato. Com cinco já a coisa vai! Grito a sincronizar, e não tarda está lá em cima. Deita-se a rapariga de qualquer maneira, quase não cabe, vai o rabo de fora, não se fecha a portada. Com muita pena minha a posição massacra mais ainda a mazela do vidro, mas não é tempo de queixumes, tento apenas apoiá-la com o pneu. Passo uma cinta na roda da frente, não vá querer deslizar e já os condutores se refugiaram nos carros, incluindo o gerente, sigo eu e o Luis cá atrás, lá fomos aos saltinhos e abanões, mas que piso este! Estávamos a uns cinco kms da pousada. Doía-me já o braço da força com que tentava atenuar as pancadas do vidro nos ferros da pick-up. Nem me ocorreu não haver nada mais a segurar-me. Seguia de pé, mesmo no cantinho, em cima da portada aberta. Sentia o vento forte, serpenteámos alguns precipícios e a paisagem era incrível. Como quis fotografar aquele momento! Mas o saco estava dentro da cabine. Não tem mal, não me esqueço.A mota estava aparentemente resolvida, mas e o temporal? E o parque de campismo onde ficava? E seria seguro? Levar-me para ali era uma boa solução temporária, mas como iria atravessar novamente o desfiladeiro para voltar? Estava agora ainda mais embrenhado no parque, e claramente bloqueado pelo temporal, sem sítio para dormir. Enquanto via aproximar-se a pousada, fiz uns cálculos rápidos, e concluí que a comida que tinha comigo acabaria no 2ºdia. Dieta à vista… Texto também disponível em www.visaoonline.pt Comentários começou a aventura pensa positivo...a aventura está a começar...e gajas? no meio da ventania não aparece uma daquelas boazonas? se calahar é só nos filmes...fica bem por dasilvalisboa em 2007-02-28 03:17:29 Lembranças.. Este episódio vai de certeza ficar bem gravado na memória, mas felizmente "acabou" bem. O vidro, menos mal, a dieta logo se vê, mas com a tua capacidade de improviso de certeza que encontras uma solução. A descrição está fantástica. Boa sorte e sentidos alerta. Um abraço por Nuno em 2007-02-28 03:24:41 Força Gonçalo Neste dia em que estás "preso no temporal", escrevo para te dizer que todo o fórum www.vstromportugal.com está a mandar-te uma força! Abraço e votos de uma magnífica viagem, Zé Mi por José Miguel Oliveira em 2007-02-28 09:13:53 Penosa Penosa esta etape, lá calha, e a mota deixada na berma, que dor. Dizem que só depois de passarmos o mau damos valor ao bom. Força Gonçalo. Abraços por José Cunha em 2007-02-28 09:31:01 Sem medo... Gonçalo, vai em frente, sem medo.Todos os obstáculos que te têm surgindo até aqui, acabam por ser solucionados! E essas aventuras acabarão por ser aquelas que jamais te sairão do coração! A "rapariga" é forte e vai-se aguentar firme até ao fim. Não será o vento ou as pedras que vos irão parar... Estamos contigo!! BEIJO GRANDE por Mafalda Nogueira em 2007-02-28 09:44:21 em frente apesar de tudo, com a coragem e determinação que já demonstraste, não será este temporal que te vai abalar força, amanhã é outro dia. um abraço Marco por marco em 2007-02-28 12:10:59 XXXiiiiiii De suster a respiração!! Força!! Jinhos por Andreia em 2007-02-28 12:21:22 GOSTO QUANDO SOFRES que bom estar aqui no quentinho, com o meu portátil sem me preocupar com motos frio etc etc e viver a tua aventura...obrigado e continua a sofrer que escreves melhor e tem mais sumo... por venenoderato em 2007-02-28 12:48:43 Moto / aventura = desafio Só hoje li a enorme aventura a que o Gonçalo se submeteu! Já li as cronicas todas! Tem sido muito interessante ler e ver as fotos que vais fazendo chegar! É caso para dizer "quem me dera estar aí!" Espero que consigas passar todas as adversidades e que continues a brindar o pessoal com as excelentes crónicas e fotos! Abraço motard por Rui Valente em 2007-02-28 14:17:50 Aquele abraço Apesar do nosso silêncio, estamos contigo ao longo da viagem. És motivo das nossas conversas e temos saudades tuas. Luis e São por São Coelho em 2007-02-28 14:33:28 Grande Gonçalo!!!! A ti não ha nada que te para...temporal vai te embora.....deixa o nosso Gonçalo seguir a sua recta! por Alex-antas em 2007-02-28 14:46:29 Força!! Leio as crónicas desde o início, e certamente este episódio só vem dar força a esta aventura! Toda a força de mais um que está aqui sentado, sem vento, nem frio, atrás de um computador que ainda assim nos permite viajar. Abraço e votos de uma boa viagem. por Gonçalo Rosa em 2007-02-28 14:54:22 meteorologia oh gonçalo!!!qdo puderes nessas tuas paragens ouve os boletins meteorológicos caneco!!!ficamos mais sossegadinhos!! :-) bjos e abraços,dias bons aventureiro!isa e ric por isa em 2007-02-28 18:00:00 finalmente......... Caro Aventureiro Assim vale apena sair da rotina. Paira no ar uma ligeira brisa de adrenalina. Forte abraço. por pina de morais em 2007-02-28 21:36:25 Ciúmes... Apesar de essa mota ser um pouco minha rival, confesso que sofri com ela... Isso não se faz, Gonçalo! As tuas crónicas melhoram de dia para dia, e consegues fazer com que eu desligue completamente da realidade ao lê-las, ficando completamente envolvida pela história e pela aventura... um vício... o meu vício! por joao em 2007-02-28 22:04:44 Histórias para contar. Caro Amigo, permite-me tratar-te assim pois tás a ficar companhia assidua. Aguenta-te com as forças que esse temporal só te vai proporcionar mais histórias para contar. por Paulo Oliveira em 2007-02-28 22:28:11 Ninguem o para! Amigo, força nas canetas, quanto mais dificil, melhor a crónica. A separação da companheira deve ter sido dificil. Parabens mais uma vez pela qualidade dos relatos, quase que consigo visualizar os acontecimentos. Simão - Coimbra por Simão Correia em 2007-02-28 23:06:02 Grande GS O teu espirito e determinação são memoráveis. Finalmente fazes mais referência à tua companheira, embora por razões adversas. Conta-nos mais de como ela se vai portando. Abç por Ren em 2007-03-01 00:31:08 Guerreiro Isso é que é luta! Força Gonçalo, és uma fonte de motivação e inspiração mas muitos de nós qe sendo também motards ambicionamos por fazer férias "nómadas". E GS é GS :) um jipe de duas rodas! Uma vez mais parabéns pela odisseia! Abraço motard por Leandro Pinto em 2007-03-01 00:42:17 Temporal Bom dia Gonçalo, acabei agora de ler a descrição do famoso temporal.- Irra!!! Não duvido k com a sua determinação irá ultrapassar tudo isso k mais tarde será lembrado à distancia como algo nebuloso na verdadeira acessãodo termo. Votos de melhor tempo metereológico e de boa viagem. Não se esqueça kuando possível de ouvir as info. do tempo, OK? Sempre ajuda. 1 abr. por joaquim afonso em 2007-03-01 10:30:16 Força!!! Gonçalo, não deixes que estas adversidades ensombrem a tua aventura! continua com a mesma vontade com que a iniciaste e recebe daqui a nossa força! forte abraço do kuki e beijinhos meus. por Sílvia Martins em 2007-03-01 12:39:07 Coragem ! Caro Gonçalo, mesmo com todas estas "desgraças", não consegues comover-nos. Continuamos todos cheios de inveja. Coragem que isso passa e o sonho vai-se concretizando. Um grande abraço por António em 2007-03-01 12:55:27 aka patrão!!! Essa viagem é mesmo uma grande aventura.Todos os dias procuro notícias. Continuação de boa viagem por fornelos em 2007-03-01 17:16:28 Viva a aventura! Viva Gonçalo, já ando a ler as crónicas desde o início..mas após esta última, não aguentei mais e tenho realmente de te dar os parabéns. Não te preocupes com estes imprevistos pois eles fazem parte da viagem (tal como já sabes). Coragem para a frente. A GS vai-te levar até ao fim. Felizmente tenho também uma GS como companheira de viagem e do dia-a-dia, e realmente digo-te que essa moto tem carácter e resiste a qualquer coisa. Um grande abraço transmontano. (Paulo Mafra - co-coordenador do livro "Viajar de Moto Destino Europa"). por Paulo Mafra em 2007-03-01 18:07:57 Fascinante! Também sinto a radicalidade desta odisseia, Gonçalo. Revejo-me nas entrelinhas da narrativa, nas aventuras, nas emoções das descobertas e nas surpresas do dia a dia. Com as limitações do tempo, do clima e do do espaço aberto, vai também a adrenalina, o risco e a criatividade do imprevisto numa liberdade a céu aberto. De Fafe, um forte abraço! por Paulo Martins em 2007-03-01 23:36:57 Facil, na tinha piada Ola! Como tu disses-te anteriormente, se fosse so sol e asfalto nao tinha metade do interesse, é verdade que tambem nao era precios tanta intemperi, mas ja conseguiste provar a ti mesmo, que mesmo na terra de ninguem, as coisas resolvem-se. ha-de piorar, antes de melhorar, é o que eu costumo dizer! :-) Força, prova superada! por Nuno Alves em 2007-03-02 13:05:21 Diários de Che Há 3 dias atrás estive a ver um filme chamado «Os diários de Che Guevara». Tal como tu também ele fez uma viagem de moto pela América Latina, embora com um fito diferente e numa época diferente. Mas não teve a coragem de a fazer sózinho. Dou-te os meus parabéns pela coragem e pela qualidade dos textos que escreves. Nunca me apercebi antes do GandaMaluco que tu eras. ;-)) Dá-le!!!!!!!!!!! por Pedro Esteves em 2007-03-02 22:35:43 tu "the beatles - a day in life" para ti por jOANA em 2007-03-03 00:31:44 Uf..uf!!!! Fiquei com o coração na boca com este seu relato e nota-se uma grande presença de espirito. É necessário ! Saudações amigas por elizabeth carvalho em 2007-03-03 15:49:17 Torres del Paine Parabens pela ideia e votos de grande viagem. A crónica sobre as Torres até ao Grey é uma verdadeira crónica de viagem. Felizmente longe da senssaboria do outro Gonçalo. Pelo menos até Puerto Montt vai continuar a doer;e as opções de percurso? Como alguém já comentou, escreves melhor com sofrimento. por Martinho Cruz em 2007-03-03 19:41:14 UAU!!! Não queria falar nisto, pois ainda falta bastante para o fim, mas fiquei bastante entusiasmado quando consultei o fórum vstromportugal e dá a entender que vais ter uma concentração motard à tua espera... Cada vez melhor... por Huguito em 2007-03-03 20:08:17 valentes Portugueses gonçalo,so agora encontrei a tua pagina li todas as cronicas ja publicadas,fiquei fan desta aventura,votos que a maquina e maquinista se aguentem até ao fim. muitos parabens,vai enviando fotos,CORAGEM por j.prudencio em 2007-03-03 22:48:45 Mais uma etapa... Quando soube desta viagem, só me apetecia fazer o mesmo mas... Eu acho que quem partiu para uma aventura destas, esta coisa de ficar preso no temporal vai passar bem e ter um final feliz, a dieta é que deve custar mais um bocadito...!! Parabéns pela coragem e determinação! Bjinhos Motards por Filipa Pimenta em 2007-03-03 23:28:42 Que Inveja !!!!! Sigo diáriamente a sua aventura, com um pequeno sentimento de inveja por não estar na sua pele. Parabéns pelo esforço e sentido de aventura. um abraço. Saudações motards. por Lino Fonseca em 2007-03-04 01:20:25 Bravo Sigo com muita admiração e alguma inveja as tuas aventuras. Sei que és um homem corajoso. Aguardo ansiosamente o rsto das aventuras.Vais conseguir tudo o que quiseres. Boa viagem por Evangelina em 2007-03-04 13:39:50 O primeiro "suspense" No fim deste episódio, sinto que "isto sim, é aventura!". Será que a mota se vai ressentir? Ficou danificada? Como vão ser os próximos dias? Não percam o próximo episódio, porque nós TAMBÉM NÃO!! :) por Gustavo "MisterBondPT" Almeida em 2007-03-06 20:28:47 Muito Bem Agora é que a aventura começa a sério. é impresionante como em qualquer parte do mundo conseguimos encontrar sempre um português. Boa sorte para o resto da viagem por carla neves em 2007-03-08 16:19:31 Epopeia.. Eu nunca,mas Nunca!!!,consegueria,nem aproximar-me do que tens feito e pelo que tens passado,mas ao mesmo tempo tempo uma certa pena porque coisas dessas marcam uma vida.PARA SEMPRE FICARÁS PARA SEMPRE NA MEMÓRIA DE MEIO MUNDO.És realmente um tipo fantástico,e já agora eu que adoro motas(mas há muito que não tenho nenhuma) e que o meu hobby é a fotografia,deixa-me tirar o chapéu porque tens algumas( de paisagens) fabulosas.Parabéns , segue a tua EPOPEIA, e Grande Abraço de Solidariedade e Apreço por João Matos em 2007-03-25 00:23:54 Epopeia II Dei por mim,hoje,11.05.2007 (!)a lêr uma crónica tua.Boa como sempre.E li-a calmamente mas também com uma certa avidez. Depois passei aos comentários.Faz parte! E dei com um de que gostei em especial;imagina ERA MEU!À data devia utililizar o meu nome(João Matos) mas a partir de determinada altura passei a usar o meu nick name que é Jsmart.Agora que já passaste o que passaste,dei ainda mais valor aos teus textos,à tua literatura precisa,elaborada,que nos transporta espectacularmente até ti,às tuas percepções e vivências enfim...ao teu IMAGINÁRIO! por João Matos em 2007-05-11 22:35:06 saludos ala distancia mis mas sinseros deseosde bienestar para mi amigo gonzalo y los mejores para bienes en su viaje desde la patagoniate desean tus amigos del parque nacional torres delpaine por luis cabezas em 2007-06-03 00:08:19 Adorei a aventura
Comprei o seu livro e adorei a sua aventura... por Rui Caipira em 2008-07-10 17:40:22 | ||||